Localização: Rua São José. Data da construção: 1745. Autor do projeto: * Proprietário: Prefeitura Municipal. Tombamento: Processo nº 430-T, Inscrição nº 371, Livro Belas-Artes, fls. 74. Data: 19.VI.1950. Finalidade atual: *
Segundo Judith Martins, apud Feu de Carvalho (Pontes e Chafarizes, p. 75), esse chafariz foi arrematado por João Domingues da Veiga, pela importância de 940$000, em 12 de abril de 1745. Construído em arenito do Itacolomi, traz uma inscrição latina Is quae potatum cole gens pleno ore Senatum, securi ut sitis nam jacit ille sitis, que significa: "Povo que vais beber, louva de boca cheia o Senado, porque tens sede e ele faz cessar a sede". Isso demonstra que o Senado da Câmara, como administrador impessoal, e não o Governador, entregue à população uma obra de utilidade pública. No seu livro A Arte em Ouro Preto, que data de 1911, Diogo de Vasconcellos assim fala do monumento: ..."o chafariz mais belo da cidade, hoje infelizmente soterrado do meio para baixo, em conseqüência do nivelamento, que foi necessário à calçada de paralelepípedos".
Descrição
Efetivamente, o chafariz dos Contos é o mais importante de Ouro Preto. Construído de alvenaria de pedra rebocada e partes aparentes em cantaria, é de um barroco robusto, de espírito bem português. Ao centro do grande paredão desenvolve-se uma composição composta, basicamente, de duas grandes e largas volutas de cantaria, em curvas e contracurvas, deixando um espaço no qual se insere uma grande concha barroca apoiada numa bacia esculpida. A parte superior tem uma grande cimalha, com ondulação ao centro, que deixa o espaço para a inscrição. Mais alto, ainda, uma segunda cimalha, rematada com vaso em gomos e duas grandes alças. Sobre o conjunto, dois coruchéus laterais e pinha central. É efetivamente uma pièce de résistance, magistralmente esculpida, e cujas nobres proporções integram-se magnificamente no espaço urbano.
Fonte: Guia dos Bens Tombados - Minas Gerais. 1984