Localização: Liga a Freguesia de Nossa Senhora do Pilar à de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias. Data da construção: 1744. Autor do projeto: * Proprietário: Prefeitura Municipal. Tombamento: Processo n» 430-T, Inscrição n' 376, Livro Histórico, fls. 25. Data: 19.VI.1950. Finalidade atual: Utilidade pública.
Eponina Ruas afirma que o risco dessa ponte veio de Portugal. Chamava-se de Ponte Grande de São José. É com efeito uma das maiores pontes de Ouro Preto. O arrematante da obra foi Antônio Leite Esquerdo, cujo preço de 150$000 foi aceito em 1744, sofreu um acréscimo de 650$000, no ano seguinte, o que faz imaginar dificuldades sérias acontecidas no decurso da obra, que ficou concluída em 1745. A denominação "ponte dos Contos" vem do fato de estar situada próxima e ao lado da Casa dos Contos, o mais nobre solar de Ouro Preto. O parapeito possuí os bancos e a cruz usuais nas pontes da cidade, que foram removidos e substituídos por um gradil, ao tempo do governo de João Pinheiro. Em 1936 os elementos originais foram reconstituídos. A ponte dos Contos é uma das mais belas da cidade, e do seu parapeito descortina-se uma vista para o fundo do bairro de Ouro Preto, com as torres da igreja do Pilar e o casario pitoresco, cercados pelo perfil de rochas que lhe proporciona um enquadramento majestoso.
Descrição
E uma construção de alvenaria de pedra argamassada, com um vão em arco semicircular, de quatro metros de largura. As aduelas são de lajes de Itacolomito rejuntadas. A nascença do arco apóia-se numa fiada de cantaria. A construção assenta sobre alicerces profundos, e o enchimento do arco sobe até o nível da rua, em blocos de pedra argamassada. O volume de alvenaria é considerável e feito realmente para durar. O calçamento primitivo, em "pé-de-moleque", substituído hoje por paralelepípedos, e que se prolonga pela Rua São José afora não chegou a prejudicar o regime das águas nem alterou o leito da ponte. Pena é que tenha ocorrido em Ouro Preto, pois o velho calçamento, incômodo para os saltos femininos, era sólido, durável, fácil de reparar e ao mesmo tempo conferia uma beleza incomnarável às ruas antigas.
Fonte: Guia dos Bens Tombados - Minas Gerais. 1984